| Alunos são proibidos de falar em cerimônia de formatura |
| Christian Post |
| ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - Os alunos do colégio Pace High School, na Flórida, estão protestando a retirada de dois colegas de classe que foram proibidos de falar em sua cerimônia de formatura por causa do medo de perseguição. No início deste mês, um juiz decretou que os funcionários da escola de Santa Rosa parassem de expressar suas crenças pessoais em escolas públicas, atendendo às queixas prestadas por causa dos dois alunos. “A liberdade religiosa é mais efetiva quando o governo fica fora da religião”, disse Benjamin Stevenson, um dos advogados que cuidaram do caso. “Agora, os alunos e suas famílias podem se sentir à vontade para expressar sua religião, sabendo que os funcionários não poderão mais impor suas crenças particulares aos estudantes. Esse é um dia de vitória para Constituição e para a liberdade religiosa na Flórida”, acrescentou. Como resultado do decreto, dois estudantes que falariam na cerimônia de formatura foram retirados da programação por causa da preocupação de que eles se referissem a suas religiões durante o discurso. “O presidente do nosso corpo estudantil e o nosso representante de sala foram proibidos de falar em nossa formatura”, disse Carson Howton, veterano na escola Pace. “Os líderes estudantis falarem na formatura é uma tradição em nossa escola”, diz. De acordo com o superintendente Tim Wyrosdick, os dois oradores foram retirados como resultado das novas diretrizes desenvolvidas, que limitam os oradores aos discursos de despedida e de saudações. “Precisamos ficar atentos para manter os procedimentos que evitarão quaisquer violações da lei”, afirma. No entanto, os contrários à atitude tomada dizem que tais violações são infundadas, pois as ordens do juiz foram para os funcionários da escola, e não para os alunos. De acordo com as diretrizes, os funcionários não podem realizar reuniões de oração ou escolher oradores que favoreçam um discurso religioso, ou orações. Como protesto pela retirada dos dois oradores, os alunos organizaram uma passeata de oração e uma reunião em uma igreja local. FONTE: http://www.underground.org.br/noticias/noticia.asp?ID=5367&Titulo=Estados%20Unidos%20da%20Am%E9rica%20-%20Alunos%20s%E3o%20proibidos%20de%20falar%20em%20cerim%F4nia%20de%20formatura |
segunda-feira, 25 de maio de 2009
NOTÍCIAS
VAMOS ORAR
Pelos cristãos perseguidos - Calendário de maio de 2009 Hoje - Dia 25 - Clame para que os evangélicos sejam cheios de amor, humildade e respeito para com os outros e, especialmente, para com as igrejas históricas. Peça para que o Espírito Santo faça uma obra na vida das pessoas e que as igrejas se beneficiem de forma prática com a nova onda de evangélicos no país. Fonte: http://www.portasabertas.org.br/ore/ |
ARTIGO
De joelhos, ninguém tropeça
Quando relatos se transformam em modelos a serem seguidos, o risco se torna iminente.

Era sábado, de manhã ainda bem cedo. Eu chegava para um evento de jovens numa igreja na periferia do Rio de Janeiro. Ao entrar, encontrei um pequeno grupo reunido em oração. Para minha surpresa, além das senhoras, havia jovens ali. Um deles, que liderava a reunião, convidou a todos para se ajoelhar e orar, e o fez com a seguinte afirmação: “Quem anda de joelhos não tropeça!” Um grupo de anônimos, reunidos bem cedo em oração, numa igreja de periferia. Isso não se torna notícia, nem engrossa estatísticas do nosso controvertido crescimento evangélico. Gente assim também não é levada em conta na abundante literatura destinada a promover os vários métodos de crescimento de igreja. Afinal, são anônimos! No entanto, é por meio de milhões de anônimos que o Evangelho é proclamado e promove superação de todo tipo de barreiras, permitindo a formação de novas comunidades de fé. Lucas narra, no livro de Atos, a ação de anônimos no processo de avanço da missão cristã. No relato do surgimento da igreja em Antioquia (Atos 11.19-30), ele descreve como “alguns de Chipre e de Cirene começaram a pregar”. Eles ainda não eram, sequer, chamados de cristãos – mas, motivados pela perseguição após a morte de Estêvão, saíram anunciando o Evangelho. Como resultado, nasceu uma igreja multiétnica. Nada de espetacular é mencionado; o relato apenas menciona alguns evangelistas anônimos, motivados por algo que havia surgido para destruir a fé, mas que terminou por promovê-la. O fato de ter sido uma ação anônima não a fez menor, desprovida de valor. Lucas fez questão de registrar a obra destes anônimos e ainda relata a atitude de Barnabé ao visitar esta igreja, quando enviado pelos irmãos de Jerusalém. Barnabé não chegou sugerindo aos crentes de Antioquia que era portador do “Modelo de Jerusalém”, a solução para o crescimento da Igreja. O texto nos diz que Barnabé reconheceu que a mão de Deus estava com eles e os animou a prosseguir. Esta é a questão fundamental: antes de comparar Antioquia com Jerusalém (se é que ele o fez), Barnabé testemunhou os sinais da mão de Deus naquela comunidade. O crescimento numérico da Igreja Evangélica brasileira é um fato. Neste contexto, têm surgido muitos modelos com uma variedade de respostas ao que se supõe serem as perguntas vitais. No entanto, o problema está no fato de que, para muitos, a primeira pergunta tem sido negligenciada: “Quais são os sinais da presença de Deus nesta comunidade?”. Contudo, o ponto de partida tem sido a comparação, e não o reconhecimento da ação de Deus, em cada comunidade local. Os testemunhos de crescimento são inspirativos e devem despertar alegria em nosso coração; mas, quando relatos se transformam em modelos a serem seguidos, o risco se torna iminente. Fico pensando naquele pastor que, diariamente acompanha os membros de sua comunidade, visita lares e hospitais e, semana após semana, abre a Palavra de Deus e a expõe com a convicção de que o Senhor fala ao povo. Durante anos, ele aprendeu a reconhecer a mão de Deus sobre a igreja que conduz. Imagine como se sente este obreiro ao ser induzido a, de uma hora para outra, transformar o testemunho de determinadas igrejas em modelo para sua comunidade. Agora, não se trata de reconhecer a mão de Deus, mas sim, de comparar dinâmicas organizativas e funcionais. Não sou contra os livros, encontros e ministérios que promovem determinadas experiências de crescimento, até o momento em que transformam relatos em modelos. A questão fundamental não é a comparação de uma igreja a outra, mas sim o reconhecimento da ação divina em cada comunidade que se reúne em nome do Senhor. Se este crescimento evangélico é real, para além da dimensão numérica, então o responsável por ele é o próprio Deus. Neste caso, vale a pena seguir a orientação daquele crente anônimo: “De joelhos, irmãos; assim, ninguém tropeça.”
Fonte: http://www.cristianismohoje.com.br/retrancas/De%20joelhos%2C%20ningu%E9m%20trope%E7a/33575